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Vini Jr. e a nova era do marketing de influência: o que as marcas podem aprender com o caso da Copa

O nome de Vini Jr. voltou a ganhar destaque, desta vez não apenas pelo desempenho dentro de campo, mas também por um episódio que reacendeu uma importante discussão sobre marketing de influência.

Ao receber o prêmio de melhor jogador da partida em um evento patrocinado por uma marca de cerveja durante a Copa do Mundo, Vini Jr. afirmou que não consome a bebida.

A resposta foi espontânea e verdadeira, porém, gerou um contraste entre a mensagem do atleta e o contexto do patrocínio.

Apesar disso ter repercutido rapidamente, a situação também trouxe à memória outro caso marcante: o de Cristiano Ronaldo com a Coca-Cola, em 2021.

Mais do que comparar situações, ambos os acontecimentos revelam uma mudança importante na forma como marcas devem enxergar influenciadores e embaixadores.

O que aconteceu com Vini Jr.?

Durante a cerimônia de entrega do prêmio patrocinado por uma cervejaria, Vini Jr. comentou que não bebe cerveja. A declaração não teve tom de crítica nem foi planejada para repercutir. Ainda assim, rapidamente ganhou espaço nas redes sociais e na imprensa.

O episódio mostra que personalidades públicas carregam hábitos, crenças e comportamentos que fazem parte da sua identidade. E é definitivamente essa autenticidade que fortalece sua credibilidade diante do público.

O paralelo com Cristiano Ronaldo

O caso de Vini Jr. lembra um dos episódios mais conhecidos do marketing esportivo.

Na Eurocopa de 2021, Cristiano Ronaldo retirou duas garrafas de Coca-Cola da mesa durante uma coletiva de imprensa e incentivou o consumo de água. A cena viralizou e se tornou um símbolo da força que uma personalidade pode exercer sobre a percepção de uma marca.

Nos dois casos, a repercussão aconteceu porque tanto Cristiano Ronaldo quanto Vini Jr. agiram de forma coerente com seus próprios hábitos. Em outras palavras, a autenticidade prevaleceu sobre o contexto publicitário.

O marketing de influência mudou

Durante muito tempo, muitas empresas encaravam creators e influenciadores como simples canais de divulgação.

O processo era relativamente simples:

  • contratar um influenciador;
  • publicar um conteúdo;
  • medir alcance;
  • finalizar a campanha.

Hoje, porém, essa lógica já não atende às expectativas do mercado.

O caso de Vini Jr. mostra que pessoas não funcionam como espaços publicitários. Elas possuem opiniões, estilo de vida, preferências e uma reputação construída ao longo do tempo.

Por isso, escolher um creator apenas pelo número de seguidores pode gerar desalinhamentos entre a marca e quem a representa.

Influência vai muito além do alcance

O verdadeiro valor do marketing de influência está na confiança.

Quando existe afinidade entre marca, creator e audiência, a comunicação se torna mais natural e mais convincente.

Essa influência é construída por meio de:

  • confiança;
  • credibilidade;
  • relacionamento;
  • autenticidade;
  • coerência.

Como resultado, cresce o investimento em parcerias de longo prazo, nas quais creators deixam de ser apenas veículos de divulgação e passam a atuar como parceiros estratégicos da marca.

O que as marcas podem aprender com Vini Jr.?

O episódio envolvendo Vini Jr. não deve ser interpretado como uma crise. Na verdade, ele funciona como um alerta para empresas que ainda escolhem influenciadores somente pelo potencial de alcance.

Antes de iniciar uma parceria, é imprescindível avaliar se existe alinhamento entre os valores da marca e o posicionamento do creator.

Esse cuidado reduz ruídos na comunicação, fortalece a credibilidade da campanha e aumenta as chances de gerar uma conexão genuína com o público.

A principal lição

O caso de Vini Jr. reforça que autenticidade não é um obstáculo para as marcas, é o que torna uma parceria relevante.

Atualmente, campanhas bem-sucedidas não dependem de milhões de visualizações, mas, sim, de coerência entre quem comunica e aquilo que está sendo comunicado.

Por isso, talvez a pergunta mais importante do marketing de influência tenha mudado. Em vez de perguntar “quantas pessoas viram?”, vale refletir: “Essa mensagem fazia sentido sendo transmitida por Vini Jr.?”